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Marcos Teixeira: Trabalhem!

A dois jogos do fim do Paulistão, é hora de pensar no futuro para poder ter um

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Foto: Fernanda Luz/Ag Paulistão

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A Portuguesa nasceu da união de cinco clubes ligados à colônia portuguesa no último ano da década de 1910: Lusíadas FC, Sport Club Luzitano, Associação Atlética Marquês de Pombal, Portugal Marinhense e Associação 5 de Outubro. Era a Associação Portuguesa de Esportes.

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De início, jogou como Mack-Port (parceria com o time do colégio Mackenzie College) porque não havia vaga para jogar o Estadual e o colégio já estava para ser retirar. O Mackenzie entrou com o nome e a Lusa, com uniforme e jogadores e foi assim até 1923.

Em 1940, a Lusa mudou seu nome para Associação Portuguesa de Desportos. A essa altura, já era bicampeã paulista (1935 e 1936). Na década de 1950, conquistou o Rio-S.Paulo duas vezes e tinha, em seu elenco, alguns dos melhores jogadores do mundo, como Julinho, Brandãozinho, Djalma Santos e Pinga.

Bom, o resto da história, os maiores craques, os campeões do mundo com a Seleção Brasileira, as goleadas nos clássicos, as grandes campanhas, tudo isso é conhecido e estou aqui falando de passado porque não quero falar de futuro. Não hoje. Não agora.

Faltam dois jogos para o fim dessa missa de corpo presente de 12 rodadas, que é o Campeonato Paulista de retorno da Lusa após sete anos. A ameaça de rebaixamento é palpável, é concreta, e somente um milagre nos manterá.

No entanto, não há terra arrasada. O clube, hoje, está em condições bem melhores, se comparadas à desgraça que a administração Castanheira encontrou e isso todos reconhecem. Só que há um problema, um detalhezinho: sem resultado em campo, o projeto vira água e, como desgraça pouca é bobagem, corre-se o risco de os mesmos parasitas que quase mataram o clube voltarem como salvadores de uma lavoura que eles mesmos envenenaram.

Que os responsáveis pelo patético time – se é que dá para chamar assim esse amontoado de pernas de pau – formado para a disputa da Série A1 entendam a merda que fizeram e trabalhem. Mas trabalhem direito. Trabalhem com profissionalismo.

Trabalhem deixando manias pessoais e superstições à margem. Trabalhem dando o seu melhor, com pessoas capacitadas e atualizadas trabalhando no futebol, que é o que puxa o resto.

Ou então nem o resto sobrará.

* Marcos Teixeira, 45, é jornalista, lusitano e colunista do site Ludopédio.org

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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