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Em 19 de abril de 1994, o futebol brasileiro perdeu um de seus principais artistas: o craque Dener, mais uma revelação da Portuguesa. Aquele foi o primeiro baque esportivo no país, que alguns dias depois ainda seria abalado pela morte de Ayrton Senna. Dener era o grande destaque de uma geração que tinha outros nomes que viriam a brilhar no futebol mundial, como Ronaldo e Rivaldo. Uma geração que produziu muitos craques e já deixou saudades nos torcedores. Será que algum dia o futebol brasileiro voltará a ter jogadores desse nível? Essa é a pergunta que muitos se fazem, e quem gosta de tentar prever resultados esportivos pode aproveitar o KTO cupom para conhecer mais sobre o universo do entretenimento esportivo.
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Dener era um jogador que mesclava as principais características do futebol brasileiro: partia para cima dos adversários, driblava, tinha velocidade e sabia marcar gols – ou melhor, golaços. Como esquecer o lance de gênio contra o Santos, no Campeonato Paulista de 1993? Após receber a bola no meio-campo, Dener domina já virando de frente para Índio, dá uma caneta no lateral santista e arranca com bola. Em alta velocidade, o craque escapa de um carrinho, dribla o goleiro e estufa a rede. Felizmente, jogadas como essa estão ao alcance de todos na internet.
Outro gol inesquecível foi anotado contra a Inter de Limeira, também pelo Campeonato Paulista, mas dois anos antes, em 1991. Dener arranca de trás do meio-campo, passa entre dois marcadores, dá o drible da vaca no terceiro, escapa de um carrinho e toca na saída de goleiro. Golaço, sem tirar nem pôr. Tudo isso, no entanto, acabou tragicamente em 1994, quando o craque morreu em um acidente de carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. À época, ele jogava no Vasco da Gama e estava negociando sua ida para o futebol europeu, possivelmente para o Stuttgart, da Alemanha.
Antes de jogar no Vasco, Dener ainda passou pelo Grêmio. Pode parecer estranho para as gerações mais novas que um jogador considerado um grande craque tenha passado por três clubes brasileiros antes de ir para a Europa. E que, ademais, sua chegada ao Velho Continente pudesse ocorrer por meio de um clube mediano. Mas o futebol era assim antigamente, nossos craques ficavam mais tempo no Brasil e os times europeus não podiam contar com tantos estrangeiros no elenco, de modo que não era tão simples se transferir direto para um Real Madrid, Barcelona ou Manchester United.
O próprio Rivaldo jogou sete anos no futebol brasileiro, passando por Santa Cruz, Mogi Mirim, Corinthians e Palmeiras, antes de iniciar sua aventura europeia no modesto La Coruña. Como Rivaldo e Ronaldo, Dener tinha tudo para ser um supercraque e fazer história no futebol mundial. Mas quis o destino que não fosse assim.
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