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Um dos responsáveis pelo título da Libertadores do Palmeiras, Weverton fez história por dois anos vestindo a camisa da Portuguesa. Apesar disso, o goleiro acabou barrado na reta final de vínculo e viu o clube do Canindé ser rebaixado no Campeonato Paulista.
Contratado a custo zero do Botafogo-SP em maio de 2010, o jogador permaneceu na Lusa até maio de 2012. Nesse período, o arqueiro foi peça importante na conquista da Série B de 2011, na equipe que ficou conhecida como Barcelusa. No ano seguinte, porém, problemas com a diretoria colocaram fim à passagem marcante.
Com vínculo somente até o fim do Paulistão de 2012, diretoria e atleta inciaram as tratativas pela renovação. Participação determinante na Série B do ano anterior e um dos líderes do elenco, Weverton pediu R$ 80 mil por mês e um valor de luvas. O goleiro queria ajudar a mãe com a manutenção da casa que acabara de enfrentar enchentes. Eles são de Rio Branco, no Acre.
A diretoria rubro-verde, presidida por Manuel da Lupa e tendo Luis Iaúca e Carlos Lourenço como homens fortes do futebol, não concordou com o aumento. Na visão dos dirigentes, era possível conseguir um goleiro melhor por um custo menor.
Nesse período de indefinição, o Athletico – Atlético-PR à época -, que disputaria a Série B do Campeonato Brasileiro daquele ano, fez uma proposta, com luvas incluídas, e acertou um pré-contrato com o camisa 1.
Com a divulgação do acordo, uma reunião entre a diretoria e o técnico Jorginho definiu o afastamento de Weverton e a entrada de Rodrigo Calaça, reserva imediato.

“O Weverton tem que resolver a vida dele, se ele fica aqui ou vai embora. Não posso continuar com ele no gol se ele não está focado nos jogos. A preocupação dele hoje é decidir sua vida”, disse Jorginho, à época.
A troca, no entanto, derrubou a Portuguesa do Paulistão. No jogo que poderia garantir a permanência da Lusa na Série A1, diante do Linense, no Canindé, Calaça falhou e o placar terminou 2 a 2. Em situação delicada no torneio, Weverton foi chamado de volta para a partida derradeira. “Precisamos de você”, era o sentimento que a diretoria passava ao jogador.
Ele retornou à equipe, mas não conseguiu evitar o descenso. Uma derrota para o Mirassol por 4 a 2, no interior, definiu o rebaixamento de um clube que há poucos meses havia conquistado o Brasil.
Mesmo assim, Weverton ainda queria ficar. Ele dizia a todos que, se a Portuguesa se acertasse com o Athletico, ficaria no clube. Sentindo-se traída, a diretoria da Lusa pouco fez e aguardou somente o término do contrato. Weverton ainda fez três partidas com a camisa rubro-verde, dois pela Copa do Brasil diante do Bahia, e um pelo Brasileiro, justamente contra o Palmeiras, seu atual clube, onde tornou-se ídolo da torcida. Ele é, hoje, o que lhe foi tirado quando vestia as cores rubro-verdes.

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