Foto: Rodrigo Corsi/FPF

O futebol paulista está perto de retornar. A Federação Paulista de Futebol e o Ministério Público entraram em acordo sobre um novo protocolo sanitário para o futebol, dependendo agora do Governo de São Paulo liberar os eventos esportivos. Há a expectativa que o anúncio seja feito na sexta-feira e que, já no fim de semana, o Paulistão volte a ser disputado. Apesar disso, a Série A2 continuaria paralisada, assim como a Série A3.

O principal motivo para que as divisões de acesso não retornem é financeiro. O novo protocolo da FPF prevê que os clubes fiquem concentrados em Centro de Treinamentos ou hotéis, as chamadas Bolhas de Segurança. Funcionários que trabalham nesses locais e tenham contato com ambientes frequentados pelos atletas terão que fazer testes diários para detectar o covid-19.

Diferentemente de 2020, quando a Federação Paulista de Futebol bancou os testes, nesta temporada o gasto é por conta dos clubes. O aumento no número de testes necessários gera mais gastos e algumas equipes que disputam a Série A2 alegam não terem condições de incluir mais essa despesa em seus orçamentos já limitados.

Com isso, a Série A2 só retornaria com o mesmo protocolo realizado antes da parada, com os clubes tendo a obrigação de testar apenas atletas e comissão técnica antes dos jogos. Para isso, porém, a FPF já teria sido informada que seria necessário que os índices de ocupação dos leitos de UTI para o tratamento de covid-19 fossem diminuídos, algo que não acontece no momento.

Sem o retorno, os clubes já começam a se preocupar com os contratos dos atletas. Mesmo que as equipes joguem dia sim, dia não, como foi debatido em reuniões da FPF com dirigentes e atletas, não seria possível terminar o campeonato a tempo da data original – 22 de maio –, o que poderia deixar as equipes desfalcadas já que os atletas podem optar pela não renovação do vínculo atual.

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6 COMENTÁRIOS

  1. A milionária FPF, que arrecada muito, é incapaz de ajudar os clubes das divisões inferiores. Piada! Brincadeira de mal gosto! A FPF e a CBF seriam apenas organizadoras dos eventos futebolísticos mas se tornaram potências econômicas que “dominam os clube” impondo-lhes sua vontade à qualquer custo. Se não obedecer… Já viu. Deu para perceber na fala do presidente da CBF com os clubes da Série A. É tudo farinha do mesmo saco. É mais fácil ajudarem o Corinthians do que a Votuporanguense, por exemplo. Se existisse união entre as agremiações isto não aconteceria. O problema é que é cada um por si.

    • Concordo plenamente com você e não é só isso, a distribuição de cotas para a disputa dos campeonatos é totalmente injusta, enquanto os considerados grandes levam 100 a 200 milhões os outros ficam com 1 ou 2 milhões, como jogar de igual pra igual desse jeito. Isso não é futebol profissional.

      • Futebol é negócio. Os clubes da A1 ganham entre 6 e 8 milhões de cota e os grandes por volta de 30 milhões . E essa cota só existe porque os patrocinadores pagam para expor suas marcas nas transmissões por causa da exposição que terão entre os torcedores dos 4 grandes. Sem eles, os outros clubes não arrecadariam nem 10%, tá aí a série A2 e os demais estaduais pra provar isso.

  2. Concordo plenamente com Luiz Gustavo. essas entidades bilionárias teriam obrigação de entender o momento atual e colaborar com os clubes que necessitam, mas não. Só têm olhos, no caso de São Paulo, par os quatro grandes devedores.
    O presidente da FPF é, se não engano, de Taubaté e nunca ajudou os times do interior. Com relação à Portuguesa, pior, sob seu mandato erros e mais erros das péssimas arbitragens têm sido cometidos.

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