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A Portuguesa apresentou nesta quinta-feira os seus três primeiros reforços para a Série A2. São eles: o atacante Jorge Eduardo, o goleiro Murilo Prates e o volante Caíque, conforme noticiado em nosso boletim.
O trio conversou com os jornalistas e falou sobre a expectativa de vestir a camisa rubro-verde.
“A montagem do elenco é importante. Trazer jogadores que já conhecem a divisão, que vão saber se empenhar em uma divisão de acesso. A segunda coisa importante são os sete primeiros jogos. Temos que chegar preparados desde a estreia, porque é onde os clubes se distanciam”, disse o Murilo Prates.
A Lusa deve anunciar pelo menos mais dois reforços nos próximos dias.
Confira os principais trechos da entrevista:
Murilo Prates
Estrutura do clube
“Participei de uma Série A2 pela União Barbarense. A gente não tinha tanta capacidade dos clubes estruturados, mas fomos bem. Futebol é dentro de campo. Salário em dia ajuda muito, mas se tivermos focados, é isso que importa. Temos que entender como está a Portuguesa. É o ano do centenário e queremos crescer junto com o clube”.
Problemas financeiros
“Salário atrasado não interfere no jogo em si, mas no dia a dia sim, porque a gente sabe que tem uma esposa e um filho que dependem de nós. Mas salário em dia é obrigação. Todo trabalhador merece”.
Canindé lotado?
“O que faz a torcida ir aos jogos é empenho. Para trazer a torcida e transformar o Canindé num cadeirão, temos que fazer bons jogos. Depende dos jogadores”.
Obrigação de subir
“Todo início de trabalho você a obrigação de dar o seu melhor e levar o time ao acesso. Pelo ano do centenário e por ser a Portuguesa, dá mais obrigação, mas uma obrigação boa. Podemos fazer história num clube grande de São Paulo”.
Caíque
A Lusa
“Todo mundo sabe da grandeza da Portuguesa. Eu mesmo tive outras três propostas, mas quando o projeto foi passado, não pensei duas vezes. Todo mundo respeita a camisa da Portuguesa. Está do jeito que está, mas todos respeitam. Aqui é um celeiro de craques”.
Salários atrasados interferem?
“Não interfere. Sempre que joguei aqui eu dei a vida, mesmo com os salários atrasados. Sempre que entrei em campo, entrei com amor e garra, porque foi o clube que me deu a chance”.
Jorge Eduardo
Estrutura
“Já joguei campeonatos bons e outros muito ruins. Tive muitos altos e baixos. Não adianta ter uma estrutura boa, mas não ter um tiem aguerrido e que trabalha. Quando a gente aceitou vir para a Portuguesa, a gente sabia dos problemas. O segredo é o trabalho”.
O clube
“Quando passei do portão e vi tudo isso aqui, eu não queria mais sair. Esqueci tudo que já tinham me dito. Ontem (quarta-feira) foi o primeiro dia que vim ao CT e já assinei. Eu não vi a Portuguesa, eu senti! É um lugar que quero fazer história”.
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