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Bourgeois questiona cultura imediatista no futebol brasileiro

Em publicação nas redes, CEO da SAF da Lusa usou saída de Filipe Luís do Flamengo para defender visão de longo prazo na gestão esportiva

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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O CEO da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, publicou uma análise sobre a demissão de Filipe Luís do comando do Clube de Regatas do Flamengo e questionou a cultura de curto prazo no futebol brasileiro. No texto, divulgado no LinkedIn, ele apresentou números do treinador: 101 jogos, 69,9% de aproveitamento, 63 vitórias, 23 empates, 15 derrotas e cinco títulos conquistados em pouco tempo.

Bourgeois citou as taças da Copa do Brasil (2024), Supercopa do Brasil (2025), Campeonato Carioca (2025), Copa Libertadores da América (2025) e do Campeonato Brasileiro Série A (2025). “Em qualquer indústria orientada por performance, esses números seriam considerados altamente competitivos. A questão, portanto, não é estatística. É cultural”, escreveu.

Na comparação com a Europa, o dirigente mencionou ciclos longos de treinadores como Pep Guardiola no Manchester City Football Club, Diego Simeone no Club Atlético de Madrid, Jürgen Klopp no Liverpool Football Club e Zinedine Zidane no Real Madrid Club de Fútbol. Ele destacou que a média de permanência nos grandes clubes europeus gira em torno de quatro anos, enquanto no Brasil se aproxima de quatro meses.

Para o CEO da Portuguesa o futebol brasileiro precisa evoluir em governança, planejamento e construção de cultura para reduzir a rotatividade e fortalecer projetos sustentáveis. “Visão de longo prazo não é luxo. É vantagem competitiva. Sem continuidade não há identidade. Sem identidade não há legado”, afirmou.

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