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Um forte quadro viral tem me perseguido desde sábado passado. Quase uma semana inteira de noites mal dormidas. O desgaste é tamanho que não dá nem para jogar roleta russa com meus pulmões e arriscar tomar chuva, para sentir o prazer de ver uma goleada da Lusa.
Certamente, seria a panaceia destes dias sustentados a base de remédios e chás assistir ao vivo um 5 a 1 que há anos não presencio, mas, acredito, nem isso me curaria. Infelizmente.
Quando achava que teria uma boa noite, eis que sou acordado às 00:32 com uma mensagem no celular. “Olha a coletiva de hoje (quinta-feira)”.
Foco. Foco. Foco. Grupo unido. União. Saber o que quer. O peso deste escudo. Nós temos uma missão. Nós estamos trabalhando muito.
Essas palavras ditas por quase 37 minutos praticamente em jogral entre técnico e jogador me pegaram.
Chorar de emoção com palavras confesso que só em filmes de esporte. Exemplos são muitos. Não os convém citar. O que passou na minha mente ao ver Fábio Matias e Igor Torres falando foi um que a torcida conhece, mas quer o ‘vale a pena ver de novo’. Chama-se “Portuguesa grande, forte e vencedora”.
A classificação à terceira fase da Copa do Brasil já era citada na coletiva da eliminação para o Corinthians, no domingo à noite. Frases como “virar a chave” e “agora o foco é outro” soaram bonitas, mas o tom de desconfiança ainda persistia.
Treinador e jogadores devem perdoar a torcida. Os últimos 24 anos solaparam qualquer euforia ou esperança com palavras bonitas.
A bem da verdade é que a chuva fria serviu de combustível para Igor Torres e Cauari que até o último minuto do jogo infernizaram os jogadores do Altos.
Falar em esquema tático numa partida como a de ontem é desperdício. É brincar com teorias desnecessárias. Fábio Matias havia dito na segunda-feira, “é mais uma final para o nosso time”.
É, professor? Então podemos gritar “É campeão”?
TRABALHO MENTAL
Durante alguns esquentas do NETLUSA mencionei aos colegas e a quem nos assiste que a Portuguesa precisava investir pesado na preparação dos atletas sem desprezar tudo o que envolve a grande meta de uma equipe de futebol.
E para isso são necessários médicos, fisiologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e, para espanto de alguns, psicólogos. Sim, trabalho mental.
“A Jéssica, nossa psicóloga, faz um trabalho muito interessante, que é entender esses caras que estão aqui. Cada um tem uma abordagem diferente e preciso entendê-los”, explicou Fabio Matias.
“Quero enaltecê-la, pois tem nos ajudado a criar essa cultura, essa mentalidade, dentro do nosso trabalho.”
(Para entender o que significa trabalho o leitor volte ao quarto parágrafo.)
* Edgar Lopes, jornalista há mais de 25 anos, orgulhoso de ter gritado gols – muitos gols – de Dener, Tico, Bentinho e Cia. Vive entre o amor dos anos 90, a tristeza de 2002 e o ódio de 2013. ¿Te das cuenta, Benjamín? El tipo puede cambiar de todo: de cara, de casa, de familia… de novia, de religión, de Dios… pero hay una cosa que no puede cambiar, Benjamín… no puede cambiar… de pasión. — Pablo Sandoval, em “O Segredo dos Seus Olhos”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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