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Fábio Matias, Maceió, Renê e Cia seguem fazendo um ótimo trabalho. Isso se traduz em alguns sinais: torcida feliz, jogadores motivados, imprensa mais próxima do Canindé, dinheiro entrando em caixa etc.
Na noite desta terça-feira (10), a Portuguesa encarou o Avaí pela terceira fase da Copa do Brasil. O confronto serviu, entre outras coisas, para encontrar três velhos conhecidos: o técnico Cauan de Almeida e o jogador Cristiano.
Mais uma vez, a equipe abusou em ceder espaços do meio campo para trás à equipe adversária. Os avanços do Avaí em boa parte do 1º tempo e no início do 2º dão demonstrações dessa falha, sob meu ponto de vista.
Time que quer ser campeão precisa de sorte, é verdade. Mas precisa, acima de tudo, de consistência, tática e garra. Dar campo ao adversário, independente de quem esteja do outro lado, é proporcionar ataques e na maioria das vezes sufoco.
O gol do Avaí mostrou uma falha grande da defesa em proteger a meta lusitana no escanteio. Para alívio da torcida, Maceió anda deitando e rolando não importa a cor da camisa à sua frente e com um lindo passe deixou Renê com um só marcador e o camisa 21 da Portuguesa fez o resto.
A igualdade no placar nos levou às penalidades. Bertinato segue sem pegar pênaltis, mas ontem, diferente do último dia 22, os batedores à sua frente mostraram camaradagem, que o diga Cristiano. A torcida agradeceu… com sorrisos, gritos e algumas “palavras de carinho” ao ex-meio-campista da Portuguesa — que também foram estendidas ao final da partida a Cauan.
LUA DE MEL
Depois da goleada contra o Altos-PI (5 a 1), o resultado de ontem (4 a 1 nos pênaltis) dá ainda mais motivos à lua de mel que torcedores estão vivendo com o elenco de Fábio Matias.
Mesmo os erros de marcação, espaços e falhas da defesa, como no gol catarinense, estão sendo perdoados em razão de que a Lusa está vencendo e crescendo. Os passes trocados perto do gol adversário mostram um entrosamento que começa a dar mostras de que o time tem condições de alcançar sua principal meta: o acesso à Série C.
É nítida a reação de torcedores rivais, especialmente os da capital, ao comentar postagens de canais oficiais de competições, da própria Portuguesa, TVs e do NETLUSA.
PRÊMIO
Apesar dos “ai, Jesus” na arquibancada, o time tem conquistado seus objetivos. Por falar em objetivos e resultados, João Vitor recebeu na noite de segunda-feira (9) o prêmio de melhor lateral direito do Campeonato Paulista, integrando uma seleção de dois times: Palmeiras (com seis integrantes) e Novorizontino (4).
“Agradecer todos os meus companheiros, ao presidente, ao diretor, ao Fábio [Matias, treinador] pela confiança. Esse troféu não é só meu. Esse troféu é da Portuguesa. Estamos colocando a Portuguesa onde ela não deveria ter saído”, afirmou João Vitor.
“Um orgulho muito grande de defender a Portuguesa, as cores da Portuguesa. Um clube enorme, que meus pais cresceram falando. Para mim é um prazer enorme. Tenho muito orgulho do, do trabalho que nós fizemos. Carrego comigo uma frase: ‘Conquistas coletivas geram benefícios individuais’. E foi isso que aconteceu na Portuguesa. Quebramos muitos tabus, e agora é focar no resto da temporada que tem grandes feitos pela frente.”
Tamanha exposição tem também causado sondagens por jogadores e, claro, pelo técnico. Há quem precise se reformular e há quem queira desestabilizar a Portuguesa — a torcida que hoje está alegre não pode ser ingênua em ver esses aspectos.
Mais do que isso: Quem está no comando do clube deve não apenas enxergar o dinheiro que entra com campeonatos e venda de jogadores, mas que permitir um desmonte, como aconteceu incontáveis vezes, não serve aos propósitos de quem quer voltar ao protagonismo e à Série A.
No meio disso, entre planos e especulações, estão os resultados. No momento, positivos. Para alegria da torcida, que estava carente de abraçar o time verdadeiramente e cantar os nomes dos seus jogadores.
Vamos, LUSA!!!
* Edgar Lopes, jornalista há mais de 25 anos, orgulhoso de ter gritado gols – muitos gols – de Dener, Tico, Bentinho e Cia. Vive entre o amor dos anos 90, a tristeza de 2002 e o ódio de 2013. ¿Te das cuenta, Benjamín? El tipo puede cambiar de todo: de cara, de casa, de familia… de novia, de religión, de Dios… pero hay una cosa que no puede cambiar, Benjamín… no puede cambiar… de pasión. — Pablo Sandoval, em “O Segredo dos Seus Olhos”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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