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No último sábado (14), durante o Esquenta de Mirassol x Portuguesa, Bruno Lucena, colunista deste portal, recordou que desde 1998 a Portuguesa não terminava entre os quatro primeiros colocados num Campeonato Paulista.
É bem verdade que a virada dos anos 2000 nos pegou de jeito. É como se o mundo inteiro tivesse se dado conta de que não existia o tal bug do milênio, mas os dirigentes da Lusa, não. Pior ainda foi em 2013, que, como muitas vezes disse nas lives, dispensa comentários e apresentações. Quem gosta de reviver aqueles momentos é masoquista.
Verdade seja dita, dois anos antes apareceu um time, não no Paulista, mas no Brasileiro Série B, que o país inteiro parou para olhar. Esse elenco ficou conhecido como Barcelusa. Com campanha irretocável, garantiu o acesso à Série A com sete rodadas de antecedência e o título daquele ano faltando três para o fim do campeonato.
Fazendo as contas, como nossos patrícios gostam de dizer, foram dois lampejos em 13 anos. Os últimos 13, que nos trazem aos dias de hoje, numa derrocada de dar dó. Não é por outra razão que a gente se cansou de responder ao olhar de pena de gente amiga —e outras nem tanto— “a Lusinha… em que divisão está?”
Pois bem, viemos de 23, 24 e 25 com permanências alcançadas pela sorte, tabela e, claro, não sejamos hipócritas, regulamentos que nos favoreceram. Agora, finalmente, a Portuguesa de outrora, a que eu conheci e todos os outros que nasceram entre 1975-85, reapareceu.
Rogo para que o elenco e Fábio Matias não leiam esta coluna de estreia, mas 90% do time e ele próprio me eram desconhecidos. Porém, posso dizer sem receio que, jamais os esquecerei.
A desconfiança neles e numa SAF que montou times como quem vai comprar presentes na véspera de Natal na tarde do dia 24 me deixaram para lá de apreensivo.
Não é por outra razão que vibrei tanto nos 3 a 2 contra o São Paulo, fiquei puto ante ao Guarani, me surpreendi com o fechamento diante do Mirassol. O que o técnico tem feito em esquemas e o que o time tem realizado em campo é digno de aplauso.
Ficar de fora dos quatro primeiros lugares de um Paulista por 28 anos é vergonhoso. Tem gosto amargo. Mas de forma alguma Fábio Matias, Maceió, Gabriel Pires, Bertinato, João Vitor, Cadorini e todos os demais têm culpa. Ao contrário. A eles o meu muito obrigado.
Obrigado por fazer a Portuguesa grande de novo. Por colocá-la no lugar de que jamais deveria ter saído.
“REVANCHE”
Para a partida contra o Corinthians, neste domingo (22), no Canindé, tenho lido e ouvido muitos torcedores falando em “revanche”. As aspas são minhas e as assumo.
Não acho benéfico tratar assim, tampouco acho que tenha esse caráter. São momentos diferentes. Como alguns comentários fazem questão de frisar “dessa vez não tem C…” (omito o nome, como omito um certo H…, pois não é de bom agouro trazer essa gente para a realidade).
O mando é nosso. Entretanto, a obrigação de vencer é deles. Plantel, torcida, cofre e dívidas são muito, mas muito maiores do que as nossas.
Quero ser surpreendido. Como estou sendo desde que esse time foi a campo em 10 de janeiro.
* Edgar Lopes, jornalista há mais de 25 anos, orgulhoso de ter gritado gols – muitos gols – de Dener, Tico, Bentinho e Cia. Vive entre o amor dos anos 90, a tristeza de 2002 e o ódio de 2013. ¿Te das cuenta, Benjamín? El tipo puede cambiar de todo: de cara, de casa, de familia… de novia, de religión, de Dios… pero hay una cosa que no puede cambiar, Benjamín… no puede cambiar… de pasión. — Pablo Sandoval, em “O Segredo dos Seus Olhos”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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