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A derrota para o Paysandu foi uma daquelas que vão ficar na memória do torcedor por tempos e tempos. O clube destacou a arbitragem em nota oficial. Eu dificilmente acho uma boa ideia esse tipo de atitude, mas desta vez concordo. Foi uma sequência de lances discutíveis, para dizer o mínimo, e erros claros, como o caso do toque de mão no segundo gol ou em um escanteio que a Lusa conquistou pela esquerda e acabou virando tiro de meta.
Assim como o Corinthians, novamente eliminados pela dificuldade em segurar o placar. Temos os dez jogos da fase inicial da Série D para corrigir isso. Depois, a margem para erro fica minúscula. Se jogar como no segundo tempo de terça-feira (17) em outro mata-mata decisivo, complica.
Eu faço um saldo positivo da nossa participação no torneio. Já há alguns anos a Copa do Brasil restringe o avanço de equipes das divisões inferiores. O que era difícil fica quase impossível. Com isso em mente, conseguimos alguns feitos: goleamos um time da mesma divisão que nós e jogamos de igual para igual contra times de divisões superiores. E repito: caímos fora muito por conta de erros de arbitragem. Não fomos campeões, como já era previsto, mas valeu a pena. O difícil é termos a mesma sorte de jogarmos tantos jogos seguidos em casa novamente.
Por fim, faço uma reflexão. No fim do ano passado, quando dependíamos da permanência do Santos na Série A do Brasileiro para classificar à Copa do Brasil, vi alguns comentários de torcedores em rede social dizendo que preferiam ver o Santos na B do que a Lusa na Copa do Brasil. Levei o tema para alguns amigos de grupos diversos, e me surpreendi que uma quantidade razoável de pessoas parecia pensar o mesmo.
Evidente que respeito, mas nunca vou conseguir entender esse tipo de opinião. Ao meu ver, parte da graça de acompanhar o futebol e torcer para um time é justamente viver esses momentos como a virada/goleada sobre o Altos e a disputa de pênaltis contra o Avaí.
Não fosse a Copa do Brasil, estaríamos sem ver a Lusa há praticamente um mês, desde 22 de fevereiro. Parte do retorno à grandeza que buscamos passa também por essa sensação de jogos constantes e calendário preenchido.
Felizmente, teremos mais Copa do Brasil no ano que vem! Quem sabe dividindo as atenções com as finais do Paulista, a Sul-Sudeste e a Série C? Rumo ao acesso!
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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