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André Carlos Zorzi: Destruindo tabus

Em 2026, a Portuguesa está superando diversas estatísticas negativas; domingo tem a chance de deixar mais duas para trás

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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Portuguesa e Corinthians sobem a campo no Canindé. Os alvinegros abrem o placar. No segundo tempo, cartão vermelho no time visitante. A Lusa melhora. Dois cruzamentos, dois gols de cabeça, a virada vem. Poucos minutos depois, o zagueiro que havia empatado é expulso. A Lusa ainda tem 15 minutos para se segurar. Tensão, sufoco e fim da partida. Os jornais estampam o favoritismo rubro-verde rumo ao título. “Com uma torcida pequena, porém barulhenta, vem atropelando. Nem mesmo São Paulo e Corinthians consequiram derrubar a Portuguesa”, consta em um deles.

Parece um sonho do que pode ser esse domingo, mas não é. Trata-se do resumo de um 2 a 1 em 13 de setembro de 1997 – a última vez em que vencemos o Corinthians jogando no Canindé.

Se não conseguiu se situar pela data, eu relembro o contexto: Capitão, Emerson, Rodrigo Fabri, Leandro Amaral e Alex Alves. Placas traziam marcas como Rhumell e Salemco. Do outro lado, Donizete, Rincón e Joel Santana. No meio disso tudo, Oscar Roberto Godói apitava. Ao fim da 18ª rodada daquele Brasileirão, a Portuguesa chegava à liderança da tabela.

Parece outro mundo (e era mesmo!). Nos anos seguintes, vieram muitos jogos em outros palcos, como o Pacaembu e o Morumbi. Ali a Lusa voltou a vencer, mas no Canindé, não. A última vitória considerando qualquer estádio (excluindo aqui a Copa Paulista) já faz 12 anos: o 4 a 0 em Campo Grande.

No futebol, fala-se muito em “tabu” quando uma estatística se consolida por muito tempo. Às vezes, cria-se junto uma espécie de medo: “Se há tanto tempo ninguém consegue, não vai ser agora que vai dar certo.”

É mais ou menos como o tabu dos 16 anos sem vencer um jogo no Morumbi. Ou o de ninguém conseguir vencer o Mirassol em casa por 24 jogos. O fato de a Lusa não ser o melhor visitante do campeonato há não sei quantos anos. Ou de passar de fase tendo uma das melhores campanhas e o mando de campo. Tudo isso não acontecia, mas aconteceu.

A Portuguesa não vence o Corinthians no Canindé e nem chega a uma semifinal de Paulistão há 28 anos. Neste domingo, temos tudo para continuar derrubando as estatísticas.

Quem puder, vá lá. A Lusa precisa de você. Mostremos a força do grito da nossa torcida! E rumo ao tetra!

* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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