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Sei que muita gente não gosta de comemorar permanência, mas acho fundamental destacar a estabilidade que estamos conquistando. Já é o terceiro ano seguido em que conseguimos chegar à última rodada livres do risco de queda. Neste ano, com dois jogos de antecedência. Parece pouco, mas garantimos nossa 5ª participação consecutiva na Série A1. A última vez que tivemos essa sequência ocorreu entre 2008 e 2012.
Além do alívio pela permanência, também podemos sonhar com a classificação. Antes de qualquer coisa, é vital vencer a Ponte Preta. Trata-se do lanterna do campeonato, mas não acho que dá para esperar um jogo fácil. Até agora, perderam três jogos por apenas 1 a 0. Houve ainda um empate por 2 a 2 contra o Noroeste. Nos dois jogos fora de Campinas, porém, os placares foram de 2 a 0 (Capivariano) e 3 a 0 (Corinthians). Sem salto alto a Lusa tem tudo para confirmar o favoritismo no Canindé. Nesse caso, teríamos boas chances de precisar de um empate para garantir a classificação na última rodada, ou até lutar pelas primeiras posições. Já pensaram que legal ver uma decisão de mata-mata com mando nosso (apesar de o Artigo 7 do regulamento ser meio nebuloso quanto aos mandos) depois de tanto tempo?
Os resultados indicam para um trabalho bem feito, mas ainda há muito a melhorar. A saída de bola é um exemplo: contra o Primavera, o perigo estava iminente. Insistimos e acabamos levando um gol por pura bobagem. Falando em bobagem, levar cartão amarelo por comemoração de gol é outra coisa que não faz sentido. Parece simples, mas numa dessas o time pode acabar desfalcado em um jogo importante ou até nos minutos finais de uma partida – e estamos falando de um time que já sofreu com expulsões em três ocasiões.
O jogo também mostrou que o Fábio Matias tem uma boa leitura de jogo: as substituições foram decisivas para sairem os gols. Resta saber qual Portuguesa vai entrar em campo contra a Ponte no sábado. Somos o melhor visitante do torneio até agora, mas quando o assunto são os jogos em casa, só estamos melhores que os dois times da zona de rebaixamento. Temos tudo para mudar essa escrita. Rumo ao Tetra!
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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