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Os sete dias que separaram o jogo contra o Mirassol, na última rodada do Campeonato Paulista, do jogo de ontem parecem-se com episódios de séries que misturam drama e suspense. E com a Portuguesa, convenhamos, não poderia ser de outro jeito. Queríamos o tema épico, mas teremos de aguardar (novamente) uma outra oportunidade.
Antes do chute venenoso de Zé Vitor (Chystian Gedra disse que ele precisava marcar um gol) e a explosão da torcida, Maceió e Renê ofereceram um teste cardíaco grátis e uma demonstração de “quem disse que seria fácil”.
O que se viu no primeiro tempo foi a Lusa Veneno, aquela mesmo das rádios e das arquibancadas de outrora. Elenco entrosado e jogadas bem trabalhadas. Um amadurecimento claro do trabalho Fábio Matias e do que apresentou frente a Palmeiras e São Paulo.
O roteiro, carregado de ansiedade ao longo da semana, e de emoção pela festa da torcida, não poderia acabar com gosto amargo, mas acabou. Quem viveu a tensão de ontem sentiu ares de anos 90 — e como naqueles anos, o Corinthians mais uma vez marcou no fim e o banho gelado desceu sobre os torcedores.
A sensação de deja vu, para mim, era nítida, mas como dizem os gurus/psicólogos/pais-de-santo etc, vigiei meus pensamentos ao longo dos dias. E rezei muito. Sim, nessas horas oramos e pedimos ao invisível que olhe por nós.
E então chegamos ao tema desta coluna. O que fazer com esse sentimento? O que fazer com o gosto amargo da derrota? Afinal, o copo terminou meio cheio, ou meio vazio? Aqui não cabe resposta definitiva. Cada um, ao seu modo, dirá como lhe parece.
De minha parte posso dizer que os ares de anos 90 não foram tão somente uma sensação de deja vu. Eles se confirmaram, infelizmente.
Entretanto, a Portuguesa encerra sua participação com jogadores que entraram para a história. Parece exagero, mas não é.
As campanhas de 2023, 24 e 25 foram pulverizadas (Amém!) com a deste ano. Os jogos, sofridos ou não, foram mais prazerosos de se assistir, o time esteve muito mais unido do que vimos nas edições anteriores e os resultados vieram. E o papel de Fábio Matias, falando em entrevistas, gritando à beira do gramado, agitando e cobrando já são parte disso tudo.
Portanto, sim, terminamos o Campeonato Paulista tristes, frustrados, mas, o copo está meio cheio. Ou esquece-se o leitor e a leitora do NETLUSA do que temos vivido pós-2002 e pós-2013?
A Lusa que entrou e saiu de campo ontem foi a mesma que vi nos anos 90. Naufragou quando não queríamos que naufragasse, porém lutou como sempre pedimos que lutasse. Quem entrou em campo ontem honrou a camisa rubro-verde. E isso conta muito.
Vamos em frente! Ou melhor, “Vamos à luta, ó campeões…”
ECOS DE 1998
Na coluna de estreia comentei sobre o sentimento e a euforia da torcida lusitana em vingar 1998. Pois ontem a sensação que me bateu foi outra. Daquele ano também, mas uma outra.
Quando Renê partiu para a cobrança do pênalti, no primeiro tempo, vi Leandro Amaral frente ao Dida. Vocês se recordam o que aconteceu?
Quem não se lembra ou não viu isso pode ler no NETLUSA.
PROFESSOR
Fábio Matias declarou que tem contrato até o final do Paulista de 2027 e está feliz na Portuguesa. Ainda assim gostaria de lhe fazer um pedido: Força e foco total na Série D, professor. Que atravessemos esse calvário e saíamos vencedores — e que seja a última vez que passemos por isso.
* Edgar Lopes, jornalista há mais de 25 anos, orgulhoso de ter gritado gols – muitos gols – de Dener, Tico, Bentinho e Cia. Vive entre o amor dos anos 90, a tristeza de 2002 e o ódio de 2013. ¿Te das cuenta, Benjamín? El tipo puede cambiar de todo: de cara, de casa, de familia… de novia, de religión, de Dios… pero hay una cosa que no puede cambiar, Benjamín… no puede cambiar… de pasión. — Pablo Sandoval, em “O Segredo dos Seus Olhos”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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