Foto: Lucas Ventura/NETLUSA

O presidente da Portuguesa, Alexandre Barros, convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (10), para prestar esclarecimentos sobre os recentes acontecimentos do clube.

O mandatário falou sobre a cassação da liminar que o colocava como gestor provisório, a dificuldade de pagar salários de funcionários e outras obrigações e a parte mais burocrática, como organização das atas que ainda não foi resolvida.

Além disso, comentou sobre os áudios vazados, nos quais acusa os jogadores de entregarem jogos na Copa Paulista do último ano, e o leilão do Canindé, que se encerrou na última quinta-feira, sem lances.

Confira os principais pontos da entrevista:

Movimentação de dinheiro com conta bloqueada

A Portuguesa conta com abnegados para ter a receita. ‘Ah, a Portuguesa movimentou receita na conta de terceiros?’ É óbvio, ela não tem a conta dela. A Portuguesa recebeu de um cliente um pagamento, esse cheque foi trocado por um abnegado do clube, e o dinheiro serviu para pagar os funcionários, para pagar a luz. Alguns foram ressarcidos, outros ainda não.

Pendências para se formalizar como presidente

Fui no cartório para registrar o meu termo de posse quando assumi a presidência da Portuguesa. O cartório negou o registro, duas vezes. Então, a Portuguesa firmou acordo com uma das maiores credoras que o clube tem, uma advogada. No termo, ficou determinado que a Portuguesa deveria apresentar um representante legal, que era eu, no processo. As atas não estavam registradas. Eu não estava legalizado, então, mesmo com ele firmado, parcela paga, o acordo seria quebrado. No cartório, me indicaram entrar com pedido de administrador provisório para regularizar os termos. Entregamos o termo ao cartório e à Justiça para que o acordo fosse validado, e foi.

Atas pendentes e cassação da liminar

A última ata registrada tinha sido na eleição do José Ilídio da Fonseca Lico e do Roberto do Santos, presidente e vice. A partir daí, nenhuma ata mais foi registrada. Para regularizar, tivemos que começar lá atrás. Não é que ‘O Alexandre quer continuar como administrador provisório’, eu fiz todo o possível, mas dependo das assinaturas dos conselheiros, não minha. São esses conselheiros que não assinaram que são os responsáveis por as atas não estarem registradas.

Na última segunda-feira, o Luiz Fernando Tomé entrou com pedido para se tornar o administrador provisório dentro do processo. Ainda não foi publicado, mas como é online, nós temos o parecer do juiz. Ele arquivou o processo e encaminhou ao Ministério Público. Arquivou o pedido? O processo todo? Manteve o administrador? Esse entendimento vamos ter hoje, com o departamento jurídico.

Leilão do Canindé

Graças a Deus não houve o lance. A gente entende que não foi porque ‘ninguém deu lance’. A pessoa analisou o processo e viu que tinha um agravo da Portuguesa, tem a entrada do tombamento, percebeu que ia comprar e não levar. Tinham duas pessoas cadastradas, mas ninguém deu lance.

Áudios vazados

Conversei com o Luizinho, várias vezes. Ele gravou. Os áudios são cortados, não é a íntegra da conversa. Quero, primeiro, pedir desculpas para todos os envolvidos, atletas, membros do clube, inclusive um conselheiro, o Antonio Carlos Castanheira. O áudio foi antes de nós conversarmos. A maior virtude do ser humano é pedir desculpas, e eu peço desculpas pelos meus erros.

Sobre os atletas, não vou expor mais os nomes. A gente sabe que no país e no mundo existe suspeita de venda e compra de resultados. Há uma empresa no Uruguai que monitora todas as empresas de jogos, aí quando sai do nível normal de apostas de um jogo, eles acendem um alerta. E comunicam as federações e confederações. A Federação (FPF) também investiga, e eu fui chamado, porque existia uma suspeita. Tudo o que acontece na Portuguesa tem que ser investigado, mesmo. Eu não faço parte da investigação então não sei como está.

Agora, aqui aconteceu? Não sei. Eu espero que não, pois acredito nos homens que contratei. Agora, se amanhã ou depois a investigação mostrar, aí cada um responde. Em nenhum momento eu acusei. Na conversa, que ele gravou e passou sem minha autorização, pra mim ele agiu de má fé. Ele causou um problema gravíssimo. A Portuguesa vai receber processo, eu também. Mas eu estou aqui pedindo desculpas e deixando claro que em nenhum momento acusei ninguém de nada. Simplesmente citei os fatos que aconteceram e que ninguém esperava.

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