Foto: Everton Calício/Portuguesa

Eu estava lá, outros milhares também. Mas, mais importante, a Portuguesa estava lá. A Portuguesa de Djalma Santos, Eneas e Dener. A Portuguesa que aprendemos a amar.

Do Monte Olimpo da bola, eles viram em campo um time digno dos grandes esquadrões que vestiram a camisa verde encarnada ao longo da história.

Ganhar ou perder é do futebol, mas esses meninos conseguiram algo que não tem preço. Resgataram um orgulho perdido em meio a tantas decepções nos últimos anos.

O Canindé estava cheio, como nos bons tempos. Pulsava, em uma sinergia entre jogadores e torcedores. E foi assim desde o início. Jogo a jogo ganhando corpo, atraindo mais adeptos.

Uma campanha heroica, diante de tantas dificuldades. O time que não tem divisão superou equipes das Séries A e B. Derrotou um Palmeiras que, se dependesse da tal grande mídia, teria um mero compromisso burocrático diante da Lusa.

Se a taça não veio, azar da Copa São Paulo, que deixou de ter um campeão com uma bela história, ainda mais especial em tempos de abismo financeiro no futebol brasileiro.

O manto foi bem vestido, por jovens que deixaram a alma em campo e saíram do tapete verde de cabeça erguida, assim como os torcedores. A tristeza não é pela derrota em si, mas por saber que a “máquina do tempo”, que nos fez relembrar de uma Portuguesa vibrante, pode ter feito a sua última “viagem”.

Não sei o que futuro nos trará. Se esses meninos seguirão e ajudarão na reconstrução ou se continuarão suas vidas longe do clube. Independentemente disso, eles conquistaram a maior vitória possível: nos deram esperança!

Por Elcio Mendonça

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